Tratamentos

Lágrimas artificiais: como escolher e quando usar.

Dr. Philipe Saraiva Cruz 5 min de leitura 28 Abr 2026
Frasco de colírio de vidro transparente com uma gota suspensa na ponta, sobre fundo azul-claro suave

"Qualquer colírio serve?" — essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório. A resposta curta: não. Lágrimas artificiais diferem em composição, viscosidade e presença de conservantes, e a escolha certa depende do tipo de olho seco de cada paciente.

O que são — e o que não são

Lágrimas artificiais são lubrificantes que complementam ou substituem parcialmente o filme lacrimal. Elas não tratam a causa do olho seco: aliviam sintomas e protegem a superfície enquanto a causa é investigada e tratada. Também não são colírios "para vermelhidão" (vasoconstritores), que podem inclusive piorar o quadro com uso repetido.

As diferenças que importam

Uso regular vicia?

Não. Lubrificantes sem conservante não causam dependência. O que existe é o alívio que o paciente percebe — e a vontade natural de repetir. Quando indicado pelo oftalmologista, o uso regular protege a superfície e faz parte do tratamento.

Sinais de que só o colírio não basta

Se você usa lubrificante várias vezes ao dia há semanas e o desconforto retorna sempre, o quadro merece investigação: pode haver componente inflamatório, disfunção glandular ou alteração palpebral que pedem tratamento específico.

Dr. Philipe Saraiva Cruz
Dr. Philipe Saraiva Cruz
Médico Oftalmologista · CRM-MG 69.870 · RQE 71.903 · Caratinga/MG

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Em caso de sintomas, procure avaliação oftalmológica.

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